terça-feira, 20 de novembro de 2007

Resenha do terceiro capítulo: O ensino do design na Alemanha do LIVRO DESIGN NO BRASIL: Origens e Instalação. NIEMEYER, Lucy. Editora 2AB, 4. ed. 136p

Por Liliane Alves da Silva
Estudante do 3º semestre do Curso de Jornalismo da FIB


O livro Design no Brasil: Origens e Instalação enfoca o processo de institucionalização do design no Brasil, a história do design na Europa e Alemanha e traz críticas o modelo de ensino adotado no Brasil.
A autora Lucy Niemeyer é doutora em comunicação e Semiótica pela PUC/SP, professora da Escola Superior de Desenho Industrial (UERJ) e da Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). É autora dos livros: Design no Brasil: Origens e Instalação, Tipologia: Uma apresentação, e Elementos de semiótica aplicados ao design, todos publicados pela 2AB Editora.
O livro Design no Brasil possui sete capítulos, sendo eles: Origens e significado do termo design; A institucionalização do design na Europa; O ensino do design na Alemanha; A industrialização brasileira; A formação do ensino do designe no Brasil; A escola Superior do Desenho Industrial e A conseqüência de uma idéia.
No terceiro capitulo do livro “O ensino do Design na Alemanha” a autora faz uma abordagem histórica das Escolas de Design da Alemanha: Bauhaus, que é um marco histórico para o design mundial e a Ulm, que surgiu posteriormente, e tem inegável influencia no modelo do design adotado no Brasil.
Esse capítulo é iniciado com a trajetória evolutiva do design artesanal para a o design produzido com máquinas-ferramenta, bem como, o avanço das pequenas artesanais para as oficinas avançadas, desenvolvidas sob a organização da Wekstätt. Logo em seguida surgiu a Werkbund, que veio para valorizar ainda mais a adoção da máquina pelos alemães.
Hermann Muthesius ficou conhecido como um dos lideres do movimento Sachlichkeit, que buscava adequar a estética simples, inspirada na cultura local adequada à era da máquina.
O design foi apresentado como elemento fundamental para a expansão da economia nacional e a restauração da cultura alemã.
Alfred Lichwark também lançou uma campanha em favor da Sachlichkeit que preconizava “uma mobília pratica e sem ordenamentos, com formas lisas sólidas e leves” que tornasse cômoda a vida das donas de casa.
O design gráfico e arquiteto Peter Behrens foi chamado de “o primeiro assessor de design do mundo”. Ele foi difusor do Art Nouveau e exerceu influencia significativa para o design no século XX.
A Inglaterra que experimentava um intenso nacionalismo, consagrou e promoveu uma arquitetura de design totalmente voltados para a máquina.
A Bauhaus, segundo Ludwig era um idéia que consiste em equilibrar a arte e a técnica. Walter Gropius publicou em toda a Alemanha o Manifesto da Bauhaus, em 1919. Seu manifesto tentava alertar arquitetos, escultores, pintores da necessidade de que todos voltassem a ser artesanos. Segundo ele, o artista é uma potenciação do artesano. Nesta fase, enquanto advogava uma “arte para todos”.
A Bauhaus era um forte referencial para os alemães, pois evocava valores tradicionais da nação, tais como, a qualidade, superioridade e a idealização da tecnologia, significava aumento da produção e poder.
Gropius queria conciliar o artesanato com a indústria e o resgate do domínio da técnica e o controle da produção e dos meios pelo artista/artesão. Porém as desigualdades sociais provenientes da industrialização impediram que Gropius desse o salto revolucionário.
Com o fechamento da Bauhaus em 1933, os idealistas da escola se transferiram, na sua maioria, para os Estado Unidos e Gropius se tornou uma das principais influências a teoria da arquitetura americana.
Em 1951, Max Bill ex-aluno da Bauhaus fundou a escola de design Hochschule füir Gestaltung, em Ulm com a proposta de dar continuidade ao trabalho da Bauhaus.
Em 1956, Tomas Maldonado substituiu Max na direção ele propunha uma redefinição radical do conceito de design industrial e, ainda, uma estrutura de curso mais rigorosa e interdisciplinar.
Infelizmente o destino da escola de Ulm foi semelhante ao de Bauhaus. A escola se auto extinguiu em 1968.
O design brasileiro sofreu uma grande influencia de Ulm, assim como, previu Moldonado “A escola de Ulm é o primeiro exemplo dessas nova filosofia educativa. Mas cedo ou mais tarde, estou certo, outras escolas poderão se aproveitar de suas experiências e trilar o mesmo caminho”.
Esse livro é recomendado a estudante de comunicação e pessoas que pretendem conhecer a trajetória do design, a evolução de suas técnicas, bem como, os apaixonados pelo desenho e artesanato.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

TV DIGITAL MERECE NOVA LEGISLAÇÃO


Por Liliane Alves*

* Estudante de Jornalismo do
Centro Universitário da Bahia


A televisão digital brasileira promete trazer além da interatividade, uma imagem de alta definição, mobilidade e portabilidade, convergência entre telefonia fixa, móvel, radiodifusão e acesso à internet, voz com maior qualidade; internet banda estreita e larga; comércio eletrônico, download de vídeo, disponibilidade de vários programas no mesmo canal, dentre outros benefícios.
Juntando todos esses benefícios parece ser fácil alcançarmos a tão sonhada
democratização da televisão. No entanto, quais as garantias que temos que tais evoluções ocorrerão? E que todos os brasileiros terão acesso?
Apesar de ser proibido pela Constituição Brasileira, o atual sistema de radiodifusão é controlado pelas oligarquias formadas pelos proprietários da mídia, os quais manipulam e controlam ao seu bel-prazer tudo o que assistimos na televisão. Como se dará então a democratização da TV digital? Quais as garantias que temos de que os benefícios da TV digital não ficaram restritos a apenas uma parcela da sociedade? Sairá do bolso do consumidor os altos custos para implantação dessa tecnologia?
Com a implantação da TV digital no Brasil, a legislação brasileira de telecomunicações precisará ser aperfeiçoada para acompanhar os avanços da tecnologia.
Acontece que o atual governo pensa já ter regulamentado a TV digital através do Decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006, publicado em plena Copa do Mundo, o qual “dispõe sobre a implantação do SBTVD-T, estabelece diretrizes para a transição do sistema de transmissão analógica para o sistema de transmissão digital do serviço de rediodifusão de sons e imagens e do serviço de retransmissão de televisão, e dá outras providências”. O Decreto contêm, em seus míseros 11 artigos, a definição do padrão japonês de Tv digital como o escolhido para o Brasil e regras mínimas para as emissoras de TV e demais setores envolvidos.
A TV digital será um marco para a sociedade brasileira, por isso, nada mais justo do que vim acompanhada de uma lei específica para a sua regulamentação. Essa Lei deverá regular os cinco principais serviços da Tv digital: a monoprogramação, multiprogramação, interatividade – local, mobilidade/portabilidade e os multisserviços, além de garantir as condições de competição, as oportunidades para novos produtores de TV, a obrigatoriedade de compartilhamento de infra-estrutura para a produção, a compatibilidade entre os diferentes sistemas de TV, a manutenção da radiodifusão universal e aberta, a ruptura da nova tecnologia com os oligopólios e assegurar os direitos dos consumidores.
Para se pensar em uma democratização da televisão é necessário começar pela informação transparente a todos aos cidadãos, do que realmente é a TV digital, quais seus benefícios e malefícios. Em seguida, repensar a real situação de inclusão social e diversidade cultural brasileira. E, a partir daí, sabemos se o Brasil está preparado para viver realmente uma “inclusão digital”.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Liliane Alves

Eu creio nas promessas de Deus.